Pedalando por Cuba de leste a oeste, 2024. [parte IV]

Uma aposta extraordinária – e arriscada Em 1978 o cantor e compositor cubano Sílvio Rodriguez lançou a canção Pequeña Serenata Diurna, um hino à simplicidade, ao amor e à vida cotidiana cubana. Vivo en un país libreCual solamente puede ser libreEn esta tierra, en este instanteYo soy feliz porque soy giganteAmo a una mujer claraQue a mí me amaSin pedir nadaO casi nadaQue no es lo mismoPero es igualY si esto fuera pocoTengo mis cantosQue poco a pocoMuelo y rehagoHabitando el tiempoComo le cuadraA un hombre despiertoSoy felizSoy un hombre felizY quiero… Ler mais

Pedalando por Cuba de leste a oeste, 2024. [parte III]

Há momentos em que temos que dar um passo maior que a perna. Como disse no início, depois de tanta espera, essa não poderia ser uma visita trivial a Cuba. Saí do Brasil com o firme propósito de pedalar do Farol de Maisí, o ponto mais oriental da Ilha, de frente para o Haití, até o Farol Roncali, no extremo oeste de Cuba, de frente para Cancun. Inter Faróis! Esse era o nome da viagem até ela começar. Na manhã seguinte, a Filha do Vento… e eu tomamos um ônibus da Viazul,… Ler mais

Pedalando por Cuba de leste a oeste, 2024. [parte II]

Desembarcar em La Habana foi como volver a los diecisiete después de vivir un siglo. Já na saída do avião, por uma escada direto na pista, não sabia se o que sentia era cheiro de querosene de aviação ou o rescaldo da pólvora queimada pelos rebeldes. Fazia calor. A burocracia na imigração parecia coreografada por um relógio soviético. A bicicleta enfim apareceu na esteira, tirando-me do desespero. Do lado de fora, por um instante me confundiram com uma celebridade. Todos queriam me levar. Senti um aperto no peito ao ver os carros… Ler mais

Pedalando por Cuba de leste a oeste, 2024. [parte I]

A Filha do Vento… Quando eu era adolescente, a Revolução Cubana roubou meu coração. As notícias eram poucas, filtradas, distorcidas. Mas as fotos eram maravilhosas, instigantes e arrebatadoras. Desde sempre imagens me sensibilizam mais que textos. Por meio da revista Fatos e Fotos conheci meus novos heróis, épicos, visionários, delirantes, triunfantes, grandiosos, heroicos, majestosos, lendários, sublimes, imponentes, mitológicos, proféticos, utópicos, febris, alucinados, desmedidos, arrebatados, incendiários – para ser breve e dizer o mínimo. Aos poucos, no meu quarto as fotos de Pelé e outros jogadores do Santos foram sendo substituídas por Fidel,… Ler mais