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COMO A COISA CONTINUOU

Recém chegados ao mundo off-road, começamos nosso aprendizado fazendo os fundamentos do fora-da-estrada na região sudese: incontáveis trilhas pelas serras da Mantiqueira, Bocaina, Canastra e também pelo Pantanal Matogrossense. Foi assim que começamos a lidar com o guincho, o macaco hi-lift, o cambão, a reduzida, o bloqueio de diferencial, o rádio VHF, a areia, a rocha, o cascalho, a lama, a transposição de riachos, as valas, os facões, os aclives acentuados, os declives, as inclinações laterais, as técnicas de ancoragem, a patesca, os pneus mud, os faróis auxiliares, a geladeira portátil, os tanques de combustível extra, a caixa de ferramentas, as peças de reposição,o GPS, os mapas roteáveis, o telefone satelital. Tem muita coisa para aprender. Rodamos 30 mil quilômetros fora-da-estrada nessas regiões e sentimos que somos novatos ainda.

Mas nos aventuramos um pouco mais longe. Queríamos aprender a andar na lama, mesmo. E aí, não tem escola melhor que a BR-319 e a Rodovia Transamazônica no mês de março. Antes é impossível, só passa de barco. Depois é sem graça. Tem que ir em março.

Águas de março! Pegamos a “enchente do século” na Amazônia em março de 2009. Que sufoco. Sobrevivemos. Foi lá que nosso carro cresceu, amadureceu, ganhou personalidade e foi batizado: ONÇA pintada, o maior felino brasileiro, que vive na Amazônia.

Nossa camionete treinando andar no barro na Transamazônica em março/2009

ONÇA na Transamazônica, 2009

A ONÇA é uma camionete quatro por quatro. Nela instalamos um guincho elétrico, que pode ser mudado do para-choque dianteiro para o traseiro, conforme a necessidade. Trocamos os pneus mud originais por um jogo “todo terreno”. Substituímos os amortecedores originais dianteiros e traseiros por outros bem mais resistentes à compressão e à expansão. Instalamos rádio VHR, GPS e um sistema de telefonia móvel via satélite. Também, dois faróis de milha auxiliares. Colocamos uma capota na caçamba para melhor proteger a bagagem, uma bateria auxiliar pra tocar os novos acessórios elétricos, reservatório para 40 litros adicionais de diesel, ligado ao tanque original por uma bomba elétrica de sucção. Finalmente, instalamos uma barraca de teto para as noites frias nas montanhas. Na caçamba levamos um kit cozinha básico e uma geladeira portátil.

Comments

  1. Valdivino Doria says:

    Amigão tenho sonho de andar pela Trans Amazonica com um Gipe ou Camionete tou terminando o 2º grau mais fé em DEUS eu consigo realizar esse sonho.

  2. Deve ser simplesmente fantástica uma trip dessa!

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