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VAMOS PARA OS EUA DE CARRO…

– Vamos tirar férias?

– Sim.

– Vamos para os Estados Unidos?

– Sim!

– Com a ONÇA?

– SIM!!! Claro.

Foi assim que a idéia surgiu. Brotou. Espontânea. Óbvia. Cada um faz o que quer (e o que pode) no seu tempo livre. Nós, juntando daqui, juntando dali, conseguimos reunir dois meses de férias para a viagem.

Se o critério fosse viajar com segurança, conforto, rapidez e economia, teríamos ido de avião, como todo mundo. Mas, viajar para os Estados Unidos era só um pretexto para conhecermos lugares, pessoas e costumes; os sabores, as dores e os odores da América Latina.

Continuidade. É esse o diferencial de uma viagem de automóvel. Da janelinha nós queríamos ver passar toda a sutileza da transição entre o cerrado e o charco, o charco e a puna, a puna e o altiplano, o altiplano e o mar. Queríamos ver como o deserto se transformava em floresta, como o vento quente ía esfriando até nos congelar, como casas ricas davam lugar a casebres paupérrimos. Queríamos ver os europeus de pele branca se misturando aos poucos com os índios de pele vermelha, com os orientais de pele amarela, com os africanos de pela negra. Tudo mudando, se interpenetrando, tenuemente, delicadamente, ao longo de 20 mil quilômetros. Absolutamente diferente de pegar um avião em São Paulo e descer em Nova Iorque.

Nosso trajeto de Campinas a Lawrence (EUA)

Uma viagem como essa precisa de preparação. E põe preparação nisso! Começanos trocando idéias com amigos off-roaders que já navegaram em trechos por onde passaríamos. Depois, reunimos um grande número de guias turísticos e mapas rodoviários cobrindo os países do trajeto. Na web, conseguimos muito material: mapas, comentários, dicas, sugestões, além de uma base roteável para GPS, muito detalhada, cobrindo todo o território da Argentina e do Chile, bem como parte do Peru. Juntando as informações obtidas nessas inúmeras fontes, escrevemos um roteiro com os caminhos, a quilometragem e os possíveis locais de parada a cada dia da viagem, descrevendo o que imaginamos que seria o nosso dia-a-dia. Além disso, fizemos contato com todas as embaixadas dos países envolvidos, verificando e preparando a documentação necessária para a entrada em cada país do trajeto.

Esse processo nunca termina. Quanto mais nos preparamos, mais coisas vão aparecendo, mais possíveis empecilhos são antevistos, mais percebemos que é impossível preparar e controlar tudo, que o imponderável está aí rondando. Então, como diz uma amiga nossa, chega uma hora que a gente tem que jogar tudo dentro do carro, fechar a porta e partir…


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