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EL SALVADOR: A MISSÃO

O avião saiu no horário e depois de uma hora aterrizamos em San Salvador. O aeroporto fica no litoral e a cidade no pé das montanhas, a 47 quilômetros dali. Pegamos um taxi e às 8 e 45 estávamos na Embaixada de Honduras. Organizada, estremamente policiada e quase vazia. Preenchemos formulários de praxe, entregamos nossos passaportes e pagamos 30 dólares cada um a uma atendente num balcão. Depois de 30 minutos, recebemos os passaportes de volta com os vistos estampados. Válido por 30 dias para uma única entrada. Nem uma entrevista. Nem uma pergunta. Nem sequer um sorriso da atendente.

San Salvador, El Salvador

Com os vistos no bolso, voltamos para o aeroporto a tempo de pegar um vôo no mesmo dia de volta a San José. Apesar de termos cumprido nossa missão, nos sentimos miseráveis naquela tarde. Um maluco, respaldado por um punhado de poderosinhos locais e soldados truculentos,  tomou de assalto a palácio do governo e mandou o presidente, ainda de pijamas, para o exílio. Está certo que o presidente não era nenhum santo, mas há modos mais civilizados de resolver desavenças. E, dentre tantas consequências desse ato, uma delas, das menores, foi essa peripécia toda que tivemos que fazer para simplesmente poder transitar por míseros 140 quilômetros em Honduras. Este foi o visto mais caro do mundo.

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