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KATHMANDU

Durbar Square, Kathmandu

Mulher na Durbar Square, Kathmandu

Após 21 horas entre vôos e conexões, cheguei a Kathmandu. Vinha com Rita, minha esposa e grande companheira de viagem. (Fiz toda a caminhada com ela e, mais a frente, com Mariana, Beatriz e Emiliano, filhas e genro. O texto está em primeira pessoa porque é uma versão minha de tudo o que ocorreu. As fotos são minhas também.)

O caminho para o hotel já deu uma amostra da cidade: grande, densa, colorida e maltratada. O trânsito é caótico, um emaranhado de ônibus, carros e motos buzinando sem cessar. A acessibilidade é nenhuma. Diferentemente de algumas cidades grandes da América Latina e da África onde estive, não se nota a presença ostensiva da policia nas ruas. Apenas alguns poucos policiais de trânsito em grandes cruzamentos.

Mulher na Durbar Square, Kathmandu

Mulher na Durbar Square, Kathmandu

Kathmandu fica num vale, 1300 metros de altitude, rodeada por montanhas não muito altas ao longe.  Espalhados pela cidade e arredores existe um grande número de templos budistas, hindus, palácios, monumentos, praças que conferem à cidade uma atmosfera exótica e sedutora.

No dia seguinte, fui ao que pareceu ser a rodoviária logo ao amanhecer e peguei um ônibus para a cidade de Jiri, 180 km a nordeste de Kathmandu. A viagem se estendeu por 8 horas, a maior parte delas zigzagueando em uma estrada muito estreita, subindo e descendo montanhas. O risco de rolar ribanceira abaixo era real.

Buda, Kathmandu

Buda, Kathmandu

O motorista corria feito louco. Dentro do ônibus lotado tocava música indiana em alto volume, que se misturava com o rangido dos freios e as buzinas dos veículos em direção oposta. Ao encontrar com estes em alguns pontos da estrada onde mal cabia um veículo, a negociação para a passagem era improvisada pelos respectivos motoristas aos berros. O ônibus parou três vezes. Uma parada para o almoço, às 9h40 da manhã! Outras duas para um xixi coletivo. Na primeira parada hídrica, custei para entender o que estava acontecendo. Os homens correram para o mato de um lado da estrada, e as mulheres fizeram o mesmo para o outro lado. Na segunda parada já estava mais familiarizado e acompanhei o comboio masculino até o banheiro coletivo. Finalmente cheguei a Jiri e comecei a fazer o que iria se repetir pelos próximos 25 dias: andar, andar, andar. Estava ainda aturdido, metabolizando esse turbilhão de emoções que foi a viagem de ônibus.

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